quarta-feira, 22 de junho de 2011

Os Blogs auxiliando a Educação


Abrindo uma pequena exceção durante os posts, gostaria de comentar sobre a importância de um blog como esse. A tecnologia vem mudando o mundo a cada dia e a educação não escapa dessa onda de transformações. Para auxiliar os estudantes, um blog é algo fantástico. É uma ferramenta cheia de informações sobre assuntos das mais diversas áreas, e como é feito por pessoas interessadas, a chance de encontrar informações diferentes é grande. Além disso, temos a possiblidade de dar nossas próprias opiniões, incrementando o conhecimento de todos. Para aqueles ue acompanham esse blog, recomendo acompanhar outros ou até mesmo criar um, para espalhar o conhecimento a todos os que buscam.

O Mosquete

Para um blog chamado Ferro e Pólvora, não poderia faltar a arma mais clássica representante da pólvora, o mosquete.

O mosquete é uma das primeiras armas de fogo usadas pela infantaria entre os séculos XVI e XVIII. Trata-se de uma evolução do "arcabuz", semelhante a uma espingarda porém muito mais pesado, com o cano de até 1,5 metros sobre a culatra de madeira. Introduzida no século XVI, é a predecessora da espingarda moderna. Esta arma de fogo portátil foi usada pela infantaria das potências européia, por um período, concomitante com a besta ou "balestra" até substituí-la integralmente.

Etimologia: De acordo com algumas fontes, a palavra teria origem no italiano, moschetto, que por sua vez viria de moschetta, uma pequena pedra disparada pela balista. Moschetta, por sua vez, significa uma pequena mosca, o insecto. Outras fontes afirmam que a origem do nome vem da palavra francesa mousquette, que é um gavião, sendo comum as armas de fogo receberem nomes de animais.

Mecanismo de disparo: Até cerca de 1650, o mosquete, em virtude do seu peso, precisava ser apoiado no solo por uma vara com uma forquilha em cima, para possibilitar a mira e o disparo. O mecanismo de disparo do mosquete exigia um procedimento complicado, um ritual que só se completava em cerca de três minutos: primeiro o mosqueteiro despejava pelo cano da arma a pólvora de um dos cartuchos e firmava-a na recâmara com uma bucha de estopa - socada com a vareta da forquilha. Somente depois desse procedimento a bala era introduzida, acompanhada de outra bucha. Pronto o cano, iniciava-se, então, o preparo da culatra, onde um recipiente circular, a caçoleta, recebia uma carga de pólvora fina para finalmente produzir o tiro. O sistema de disparo constava de mechas incendiárias como no arcabuz, exceto nos modelos mais modernos, que usaram chaves de faíscas como nos primeiros fuzis. Seu alcance máximo era de 90 a 100 metros.

"Os mosqueteiros do rei": Dada a lentidão do tiro do mosquete, os mosqueteiros combatiam juntamente com unidades de lanceiros, que no intervalo entre os disparos lhes davam proteção. Em 1600, o rei francês Henrique IV criou uma guarda pessoal constituída por fidalgos. Foi Luís XIII, em 1622, que muniu a unidade com mosquetes e ela tornou-se conhecida como "os mosqueteiros do rei". A segunda companhia surgiu para proteger o Cardeal Richelieu. Foi herdada pelo Cardeal Mazarino, para depois, em 1660, servir ao rei Luís XIV. No século XVI os senhores da guerra perceberam as vantagens do mosquete como arma de infantaria. O Duque de Alba, por exemplo, equipou com a nova arma diversas unidades do exército espanhol durante as vitoriosas campanhas contra os hereges, sob o reinado de Carlos V. No século seguinte, a maioria dos exércitos europeus dispunha de força de mosqueteiros.

Guerra Civil Americana: Mosquete Enfield de 1858 em uma reencenação de uma batalha da guerra civil americana O mosquete foi uma das principais armas de infantaria utilizadas na Guerra Civil Americana, principalmente nos primeiros anos da guerra. O exército confederado, devido ao escasso número de fábricas de armamentos, utilizou o mosquete mais frequentemente do que o exército da União.

Texto tirado da Wikipédia

O Arco Longo


O post anterior foi dedicado a batalha de Azincourt na França. Dentre os fatores que levaram os ingleses à vitória, uma delas doi uma arma específica de seu exército, e que acabou desvastando os exércitos franceses.

"O arco longo inglês ou arco galês foi um tipo de arco longo medieval, de aproximadamente 2 metros de comprimento, usado pelos ingleses, escoceses e galeses. Era usado tanto para a arte da guerra quanto para a caça. Os galeses o utilizaram com efetividade contra os invasores normandos, que mais tarde foi adaptado para as suas próprias invasões.

A utilização do arco longo inglês foi efetiva durante a guerra dos cem anos, particularmente nas primeiras batalhas, na batalha de Crecy (1346) e Poitiers (1356), e a mais famosa na batalha de Agincourt (1415). Eles foram menos bem sucedidos depois disso, com muitas baixas na batalha de Verneuil (1424), e sendo completamente derrotados na batalha de Patay (1429) quando foram atacados antes de terem criado uma posição defensiva.

O arco longo inglês pode ser considerado uma das armas mais letais e importantes da história. Foi usado principalmente na Idade Medieval, e era o maior causador de mortes se usado corretamente, como pelo exército inglês, já que estava intrinsecamente ligado à cultura, pois os jovens aprendiam desde cedo seu manuseio."

Texto retirado da Wikipédia

Azincourt, a Termópilas francesa


"Aquele que sobreviver esse dia e chegar a velhice, a cada ano, na véspera desta festa, convidará os amigos e lhes dirá: "Amanhã é São Crispim
". E então, arregaçando as mangas, ao mostrar-lhes as cicatrizes, dirá: "Recebi estas feridas no dia de São Crispim."
( A vida do rei Henrique V, ato IV, cena III - Shakespeare )

Não é apenas a América do Sul que possui rivalidades. Brasil e Argentina talvez não cheguem ao nível de Inglaterra e França, que travaram uma guerra que durou quase 100 anos. Entre as inúmeras batalhas travadas, Azincourt foi palco da mais memorável delas.

Após desembarcar na França para assegurar a disputa pela coroa daquele país, o rei Henrique V começou sua conquista pela cidade de Harfleur, mas o cerco acabou durando muito mais do que o previsto e as forças do rei inglês diminuíram consideravelmente. No entanto, decidido a mostrar que poderia passar por território francês sem ser perturbado, decidiu marchar até a cidade de Calais, região dominada pelos ingleses e de onde poderia voltar ao país de origem.

Os franceses, que não iriam permitir a perda de mais uma de suas cidades, muito menos a presença inimiga, formaram um exército grande o bastante para trucidar o oponente. Após ser perseguido pelo exército adversário durante alguns dias, Henrique decidiu enfrentar as forças francesas na região de Azincourt.

Os números da batalha são muito incertos. Alguns dizem que os franceses estavam em uma vantagem de até mesmo 10 para 1, enquanto os mais moderados digam que não poderia passar de 3 franceses para cada inglês. O autor Bernard Cornwell, em seu livro "Azincourt" adota os números consensuais entra a maioria dos pesquisadores: 6 mil ingleses contra 30 mil franceses. A escolha, ele admite, “não é resultado de estudos acadêmicos detalhados de minha parte, e sim de um instinto de que a reação contemporânea à batalha refletia que algo espantoso acontecera, e o que é mais espantoso nos vários relatos de Azincourt é a disparidade de números”.

O resultado? Vitória esmagadora dos ingleses. Os franceses não só tiveram a perda de muitos soldados, como também tiveram muitos de seus nobres aprisionados. A quantidade de prisioneiros foi tão grande, que em determinado momento, os ingleses forma forçados a executar alguns, com medo que eles viessem a formentar uma revolta, atacando seus captores e fugir.


terça-feira, 21 de junho de 2011

Rei Artur


A primeira postagem do blog vai ser dedicada a uma das figuras mais ilustres, conhecidas e misteriosas da história, Rei Artur. A história de Artur e seus cavaleiros, da távola redonda, de Excalibur estão presentes em nossa memória, mesmo sendo um herói tão antigo e de uma terra tão distante.

A história desse rei lendário não é misteriosa apenas pela espada mágica, o "mago" Merlim e outras histórias. Sua própria origem é desconhecida. Muitos historiadores concluiram que, na verdade, Artur poderia nem ser um rei!

A lenda tem origem na Inglaterra do século VI, muitos antes mesmo de ser chamada Inglaterra. Nessa época seus habitantes eram os bretões, que haviam sido conquistados pelos romanos alguns séculos antes. Mas a eventual queda de Roma, acabou levando os conquistadores a deixarem a ilha. Que, à propósito, estava na mira de povos bárbaros vindos de regiões próximas como Escócia e Irlanda, mas principalmente de um povo mais distante, falantes de um idioma que um dia viria a ser o inglês: os saxões.

Existem pistas de que, apesar do avanço saxão ter sido contínuo desde sua chegada, sua invasão foi freiada por alguém. Se esse alguém era mesmo o Artur verdadeiro ninguém sabe, mas as chances são grandes. Na verdade, a figura que viraria a ser esse rei não deveria ser nem mesmo um monarca, talvez um grande líder e senhor, cuja importância durante a defesa da Bretanha fez com que fosse lembrado como uma pessoa mais importante do que realmente era.

Mesmo com tantas brumas ao redor dessas histórias, é
possível encontrar certas semelhanças entre história e ficção. A espada Excalibur por exemplo, pode não ter sido realmente retirada de uma pedra. Entre as possibilidades, existem o fato de que espadas nessa época eram forjadas em moldes de pedra, ou então era devido a alguma tradição de nomeação, onde uma espada era colocada sobre uma pedra e aqueles que desafiassem a nomeação, pegavam a espada para mostrar sua discordância. Outro mito, Merlim, não deveria ser mais do que um druida, os sacerdotes bretões que aconselhavam e cuidavam da vida espiritual das pessoas.

Entre tantas dúvidas e superstições, a imagem moldada de um grande guerreiro, justo e sábio, defenser do povo e das virtudes humanas acabou solidificando esse homem como o maior de todos os homens na Terra. Nas palavras do escritor T. H. White "O único e futuro Rei".

Bem vindos!

Sejam todos bem vindos ao blog Ferro e Pólvora. Esse blog é uma nova experiência para mim, e espero que tanto eu, quanto vocês que visitarem, aprendam muitas coisas novas. Teremos aqui posts falando de muitos assuntos voltados a certas figuras históricas, batalhas importantes, armas da época, enfim, várias coisas da Idade Média e eras posteriores. Se você está tão excitado quanto eu, pegue sua espada, sua armadura e prepare-se para conhecer como era a guerra de antigamente!