quarta-feira, 22 de junho de 2011

Azincourt, a Termópilas francesa


"Aquele que sobreviver esse dia e chegar a velhice, a cada ano, na véspera desta festa, convidará os amigos e lhes dirá: "Amanhã é São Crispim
". E então, arregaçando as mangas, ao mostrar-lhes as cicatrizes, dirá: "Recebi estas feridas no dia de São Crispim."
( A vida do rei Henrique V, ato IV, cena III - Shakespeare )

Não é apenas a América do Sul que possui rivalidades. Brasil e Argentina talvez não cheguem ao nível de Inglaterra e França, que travaram uma guerra que durou quase 100 anos. Entre as inúmeras batalhas travadas, Azincourt foi palco da mais memorável delas.

Após desembarcar na França para assegurar a disputa pela coroa daquele país, o rei Henrique V começou sua conquista pela cidade de Harfleur, mas o cerco acabou durando muito mais do que o previsto e as forças do rei inglês diminuíram consideravelmente. No entanto, decidido a mostrar que poderia passar por território francês sem ser perturbado, decidiu marchar até a cidade de Calais, região dominada pelos ingleses e de onde poderia voltar ao país de origem.

Os franceses, que não iriam permitir a perda de mais uma de suas cidades, muito menos a presença inimiga, formaram um exército grande o bastante para trucidar o oponente. Após ser perseguido pelo exército adversário durante alguns dias, Henrique decidiu enfrentar as forças francesas na região de Azincourt.

Os números da batalha são muito incertos. Alguns dizem que os franceses estavam em uma vantagem de até mesmo 10 para 1, enquanto os mais moderados digam que não poderia passar de 3 franceses para cada inglês. O autor Bernard Cornwell, em seu livro "Azincourt" adota os números consensuais entra a maioria dos pesquisadores: 6 mil ingleses contra 30 mil franceses. A escolha, ele admite, “não é resultado de estudos acadêmicos detalhados de minha parte, e sim de um instinto de que a reação contemporânea à batalha refletia que algo espantoso acontecera, e o que é mais espantoso nos vários relatos de Azincourt é a disparidade de números”.

O resultado? Vitória esmagadora dos ingleses. Os franceses não só tiveram a perda de muitos soldados, como também tiveram muitos de seus nobres aprisionados. A quantidade de prisioneiros foi tão grande, que em determinado momento, os ingleses forma forçados a executar alguns, com medo que eles viessem a formentar uma revolta, atacando seus captores e fugir.


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