
A primeira postagem do blog vai ser dedicada a uma das figuras mais ilustres, conhecidas e misteriosas da história, Rei Artur. A história de Artur e seus cavaleiros, da távola redonda, de Excalibur estão presentes em nossa memória, mesmo sendo um herói tão antigo e de uma terra tão distante.
A história desse rei lendário não é misteriosa apenas pela espada mágica, o "mago" Merlim e outras histórias. Sua própria origem é desconhecida. Muitos historiadores concluiram que, na verdade, Artur poderia nem ser um rei!
A lenda tem origem na Inglaterra do século VI, muitos antes mesmo de ser chamada Inglaterra. Nessa época seus habitantes eram os bretões, que haviam sido conquistados pelos romanos alguns séculos antes. Mas a eventual queda de Roma, acabou levando os conquistadores a deixarem a ilha. Que, à propósito, estava na mira de povos bárbaros vindos de regiões próximas como Escócia e Irlanda, mas principalmente de um povo mais distante, falantes de um idioma que um dia viria a ser o inglês: os saxões.
Existem pistas de que, apesar do avanço saxão ter sido contínuo desde sua chegada, sua invasão foi freiada por alguém. Se esse alguém era mesmo o Artur verdadeiro ninguém sabe, mas as chances são grandes. Na verdade, a figura que viraria a ser esse rei não deveria ser nem mesmo um monarca, talvez um grande líder e senhor, cuja importância durante a defesa da Bretanha fez com que fosse lembrado como uma pessoa mais importante do que realmente era.
Mesmo com tantas brumas ao redor dessas histórias, é

possível encontrar certas semelhanças entre história e ficção. A espada Excalibur por exemplo, pode não ter sido realmente retirada de uma pedra. Entre as possibilidades, existem o fato de que espadas nessa época eram forjadas em moldes de pedra, ou então era devido a alguma tradição de nomeação, onde uma espada era colocada sobre uma pedra e aqueles que desafiassem a nomeação, pegavam a espada para mostrar sua discordância. Outro mito, Merlim, não deveria ser mais do que um druida, os sacerdotes bretões que aconselhavam e cuidavam da vida espiritual das pessoas.
Entre tantas dúvidas e superstições, a imagem moldada de um grande guerreiro, justo e sábio, defenser do povo e das virtudes humanas acabou solidificando esse homem como o maior de todos os homens na Terra. Nas palavras do escritor T. H. White "O único e futuro Rei".
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